MASSACRE DE BÁGUA

País do martírio:

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PERU * 5/06/2009

A luta das comunidades indígenas se faz contra dois decretos editados em 2008 pelo presidente Alan Garcia – Lei Florestal e de Fauna Silvestre e a Lei de Recursos Hídricos – que simplesmente tiram das comunidades o controle sobre os recursos naturais. Os protestos das comunidades indígenas conseguiram abrir uma mesa de negociação, mas as reuniões caminhavam de uma para outra sem qualquer resultado prático. O que aconteceu na cidade de Bágua, quando a polícia investiu contra a população civil, nada mais é do que mais do mesmo. Ao longo destes 500 anos de dominação das elites brancas ou criollas, as comunidades originárias foram solapadas, dominadas, destruídas. Mas, agora, no alvorecer no século XXI, estas gentes têm reagrupado forças, estão unidas em toda Abya Yala, recuperam sua fortaleza. Não aceitam os tratados firmados sem sua participação, não aceitam ser tratados como animais. Queriam sua dignidade e seus direitos respeitados. Os tumultos que terminaram com dezenas de mortos na pequena cidade da selva peruana não foram causados pelos povos autóctones. Eles apenas exerciam seu sagrado direito de manifestação. A polícia peruana, a mando dos governantes, fez o que sempre foi feito contra aqueles que querem discutir e construir outra forma de organizar a vida: violência. E, aquilo que era um movimento pacífico virou uma rebelião.

O saldo é desconhecido: o governo fala de 9 nativos, outros de 25 ou até 30, de corpos jogados de helicópteros. O governo está claro que 23 policiais morreram. Correspondeu ao despejo de aproximadamente 5.000 Aguarunas nativos, Huambishas e outros grupos étnicos da Amazônia e crioulos que bloquearam a estrada por 55 dias em protesto42 contra o decreto em favor de grandes empresas transnacionais e de mineração para usar o território da selva para explorar o petróleo, gás e minerais.

MASSACRE DE BÁGUA, Presente na Caminhada!

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